Curso de Extensão

 Trilha 8

TRILHA8, o novo curso da fé, está disponível! A FLT alegra-se em oferecer um programa que qualifica a evangelização, a formação cristã de adultos e a revitalização da igreja brasileira a partir dos fundamentos teológicos da Reforma!
TRILHA8 é concebido como uma viagem à terra da fé, na qual os/as participantes poderão fazer descobertas capazes de transformar suas vidas.As oito estações desta viagem são os conteúdos centrais da fé cristã: Deus, Sentido da vida, Fé, Pecado, Jesus Cristo, Batismo, Espírito Santo, Culto de encerramento.
Todos os materiais de TRILHA8 estarão à disposição das comunidades interessadas em realizar o curso. Além dos materiais, as comunidades interessadas também recebem os demais auxílios didáticos e litúrgicos para a realização do curso.
Quem desejar realizar TRILHA8 em sua comunidade/igreja poderá simplesmente adquirir os materiais. Sugerimos, porém, a participação em um treinamento no qual o curso será apresentado e exercitado. Entre em contato com o seu Sínodo para saber quando haverá um treinamento perto de sua igreja. Ou entre em contato com a FLT para planejar um treinamento para as lideranças de sua igreja.

O curso da fé TRILHA8 é um projeto evangelístico. Deseja despertar e/ou aprofundar a fé. A Teologia da Evangelização que orienta o curso pode ser explicitada pelos seguintes pontos:

  • A motivação: promessa e não preocupação
    Uma proclamação que visa o (re)despertar da fé, não pode estar sendo movida pela preocupação, seja a preocupação pelo futuro da igreja, seja a preocupação pelo crescimento da ignorância em assuntos de fé. A preocupação coloca todos sob pressão e gera um clima negativo, derrotista. Evangelização, antes de tudo, é motivada pela paixão de Deus pelas suas criaturas, pela saudade de Deus pelos seres humanos. Ela é motivada pelas promessas de Deus – de que sua palavra não volta vazia, mas opera aquilo que Deus deseja. Esta concepção permite que o curso TRILHA8 aconteça num clima descontraído e otimista. Os/as participantes são contagiados por este clima.

 

  • Os/as participantes: eleitos de Deus e não inimigos
    Que os/as participantes não são inimigos de Deus, mas eleitos de Deus, tem implicações para todo o curso. O evangelho nos desafia a pensar mais positivamente acerca dos/as destinatários/as do curso do que eles/elas, em geral, pensam de si mesmos/as. Queremos vê-los/as como eleitos/as de Deus, como suas criaturas amadas, como pessoas com as quais Deus se reconciliou em Cristo. Queremos vê-los/as nesta perspectiva, mesmo que eles/elas próprios/as talvez nem tenham consciência desta sua condição. O curso quer justamente incentivar os/as participantes a que eles/elas aceitem sua eleição e reconciliação.
    Este axioma significa para o estilo evangelístico: os/as destinatários/as não são inimigos/as de Deus que devem ser vencidos com uma proclamação chantagista e constrangedora. Basta narrar a eles/as o amor de Deus. Ou seja: os/as participantes devem ser vistos na perspectiva das promessas de Deus. Sendo o amor incondicional de Deus o conteúdo deste curso, ele deve também determinar a forma das palestras e da exposição, enfim, a atmosfera do curso.

 

  • O conteúdo: narrativo e não apelativo
    A Palavra de Deus objetiva a resposta pessoal de fé e o retorno do ser humano à comunhão com seu Criador. O ser humano, no entanto, não é livre para, de própria vontade, desejar este retorno (metanoia), nem é capaz de realizá-lo. Para tal, necessita primeiramente ser liberto pelo Espírito de Deus. A proclamação que deseja chamar à fé não pode se vender à ideologia do livre arbítrio. Quando um ser humano toma a decisão de se reaproximar de Deus, ele está sendo alvo do agir criador de Deus. Na sua vida acontece uma creatio ex nihilo, comparável à revitalização do vale dos ossos secos em Ez 37. É Deus mesmo que cria os ouvidos que ouvem sua palavra, os corações que a recebem e a fé que a ela responde.
    Justamente na evangelização é necessário distinguir claramente entre a ação de Deus e a ação humana. Não temos o poder para converter uma pessoa – isto é obra de Deus. Por isso, consideramos questionável o caráter apelativo de muitas palestras “evangelísticas” que constrangem os ouvintes a uma decisão. Antes, seguindo o exemplo do Apóstolo Paulo, convidamos pessoas para que se deixem reconciliar com Deus (cf. 2 Co 5,17-21).
    A conversão, no sentido neotestamentário de metanoia, pode ser o objetivo, mas não é o tema da proclamação evangelística. O tema é o motivo desta metanoia: o amor e a saudade de Deus por suas criaturas. Proclamação evangelística narra esta história de amor de tal forma que os seres humanos também fiquem com saudade de Deus. Com este intuito, o curso TRILHA8, contém muitas narrativas bíblicas.

 

  • O eixo: justificação por graça e fé (contra as imagens patológicas de Deus)
    A proclamação evangelística deve ter consciência de que muitas pessoas tem imagens patológicas de Deus, que, por sua vez, dão origem a formas doentias e neuróticas de espiritualidade e religiosidade. Estas imagens deturpadas de Deus dificultam a compreensão do evangelho e, em geral, impossibilitam a fé viva. O curso TRILHA8 revela estas imagens e suas consequências. Por exemplo, quando a imagem bíblica do “Pai no céu” está em tensão com as experiências negativas de alguém com seu próprio pai, ou quando, em consequência de uma rígida educação religiosa, Deus não passa de um policial e fiscal, ou quando a simples menção de Deus gera medo e pânico. Estas imagens patológicas de Deus não podem ser curadas por reflexões abstratas. Somente imagens positivas que toquem existencialmente terão este poder. O Cristo crucificado é, com certeza, a imagem mais poderosa e mais terapêutica de toda história salvífica. A “Palavra da Cruz” é, em seu âmago, o resumo da doutrina da justificação por graça e fé.
    O curso TRILHA8 descreve a “raiz do pecado” como “profunda desconfiança” para com Deus. A pergunta soteriológica central desta concepção de evangelização é, pois: “como ser curado da ‘doença da desconfiança’”? Esta pergunta é respondida através de uma “soteriologia terapêutica” onde o crucificado é a base para uma nova relação de confiança entre Deus e suas criaturas. Na cruz, o amor de Deus sofre a ponto de vencer nossa desconfiança.

 

  • A recondução: incentivar à aceitação do batismo
    No contexto das igrejas históricas, o batismo infantil é um desafio para a proclamação evangelística. Ela deverá evitar dois erros:
    a) A “magia sacramental” que torna supérflua a evangelização. Na concepção ex opere operato (segundo a qual a mera execução do ritual já traz automaticamente o efeito do batismo), o batismo age por si mesmo, tornando supérflua a fé que apreende e recebe a promessa do batismo.
    b) A “ilusão conversionista-antropocêntrica” que desconsidera a história de Deus com a pessoa, em especial o seu batismo. A decisão humana por Deus é considerada o “ponto inicial” da história da pessoa com Deus.
    Na tradição reformatória, promissio et fides (promessa e fé) jamais podem ser separados. Nem o batismo em si é opus operatum (isto é, um ritual com efeito automático), nem a fé faz com que o batismo se torne em sacramento. Não é a fé que faz o batismo, mas a fé o recebe – isto é, ela se agarra nele, se envolve nele. Assim, o curso TRILHA8 é um modelo de evangelização comprometido com a teologia reformatória. Ele não pode abstrair do batismo. Chamando à fé, ele reconduz ao batismo. A evangelização que despreza o batismo realizado, despreza a história de Deus presente neste batismo. Por outro lado, a prática do batismo infantil implica na necessidade da evangelização. Se a igreja batiza sabendo que o batismo quer levar à fé, então não pode deixar seus batizados sem a palavra que chama à fé.

 

  • A honestidade: não ocultar o preço do discipulado.
    Toda proclamação do evangelho corre um duplo perigo: de um lado, o perigo de anunciar uma “graça barata” (Bonhoeffer), que omite o chamado à obediência da fé e ao discipulado (indicativo sem imperativo); de outro, corre o perigo de coagir a um discipulado impiedoso, que se perde no eticismo e no legalismo, propagando a justificação pelas obras da lei (imperativo sem indicativo). Quem, no entanto, quer permanecer fiel ao evangelho, tem que dizer ambas as coisas, sem dividi-las e sem misturá-las. Deve anunciar, por um lado, que o céu é de graça e, por outro, que o discipulado tem seu preço. Em outras palavras: há de falar do amor de Deus de tal forma que demonstra que este amor nos aceita “assim como somos” sem, no entanto, nos deixar como somos – o amor de Deus nos transforma. A evangelização, além de chamar à fé, deve, pois, acompanhar os primeiros passos da obediência da fé. “Somente quem crê obedece e somente obedece quem crê” (Bonhoeffer).
    Importa deixar claro: a obediência da fé não é condição prévia, mas consequência da aceitação da pessoa por Deus. A vivência da ética do discipulado é fruto da experiência da justificação. A justificação é a “mãe da santificação”, assim como a santificação é “filha da justificação”. Dito de outra forma: somente livre das obras da lei é possível realizar as obras da fé e do discipulado (Ef 2.8-10). Portanto, com o discipulado, o crente não está tentando alcançar ou provar alguma coisa. Com o discipulado, ele apenas quer testemunhar a bondade do Deus Triúno. Discipulado é viver para louvar a graça experimentada. As “boas obras humanas”, pois, não são complemento ou até substituto para as “boas obras de Deus”.
    O curso TRILHA8 faz questão de revelar a motivação para o discipulado. Não é o desejo de acumular méritos ou galgar degraus numa fictícia e ilusória escada da santificação. Discipulado é a vivência concreta da ética e da espiritualidade que nasce da gratidão a Deus. Os discípulos já não são mais escravos, mas filhos (Rm 8.15ss; Gl 5.1). O discipulado evangélico não pergunta mais “para o que nos compromete a lei?”, mas pergunta “para o que nos liberta a graça?”.

 

  • O objetivo: redescobrir a comunidade como lar espiritual
    O chamado à fé sempre é também chamado à comunidade. Pois, a fé não vive e se desenvolve no isolamento de uma religiosidade individualista, mas no espaço da fé comunitária, na experiência social da fé, na comunhão dos crentes. Esta experiência comunitária ganha em importância a medida em que a família praticamente desaparece como fator de socialização religiosa. A sociologia da religião comprova que a fé que não é alicerçada socialmente tem poucas chances de sobreviver. Assim como a palavra da justificação nos vem de fora (“extra nos“), assim o cristão necessita dos outros cristãos que lhe anunciam esta palavra. Um cristianismo privado e particular é descabido, pois não é possível experimentar o Pai sem a irmã e o irmão.
    Neste sentido, um dos objetivos do curso TRILHA8 é proporcionar ao participante redescoberta da comunidade como lar espiritual. Isto não acontece somente através do convite às atividades regulares da comunidade. A preocupação com a continuidade do processo existencial e espiritual iniciado nas biografias dos participantes irá buscar formas criativas para reunir os mesmos após o término do curso. Projetos e cursos de aprofundamento, círculos bíblicos ou encontros comunitários são opções possíveis.

 

  • A forma: elementar e visual
    Evangelização é proclamação elementar. Trata-se de transmitir as noções mais básicas da fé e seus conteúdos. Tudo aqui está a serviço da compreensão e apreensão existencial do evangelho. Elementarizar é a tarefa prioritária na comunicação do evangelho. Não se trata, porém, de uma simplificação, que geralmente resulta em interpretações unilaterais e parciais do evangelho. A pergunta pelo elementar na evangelização reza: Que conteúdos são absolutamente necessários na fase do início ou reingresso na vida cristã?
    Uma teologia da evangelização preocupada em transmitir o evangelho de forma plausível não pode esquecer a pergunta pela forma de sua comunicação. É claro que linguagem e o estilo da apresentação devem corresponder ao conteúdo do evangelho. Há de se considerar também que a diminuição da capacidade em absorver conteúdos abstratos e a cultura advinda dos meios de comunicação de massa influenciam as expectativas e o sucesso de qualquer comunicação no âmbito eclesiástico. Por isso, o curso TRILHA8 apresenta reflexões e conteúdo com imagens apresentadas em slides no formato de powerpoints. Os cadernos dos participantes, além de reproduzirem as ilustrações e imagens, resumem o conteúdo de cada tópico apresentado, facilitando a compreensão.

 

 

 

 

 

 

 

TRILHA8 é um curso da fé. Uma característica marcante destes cursos é que são projetos realizados pela própria comunidade. Ela planeja, organiza, convida e realiza o curso. É necessário, pois, prever tempo suficiente para cada uma das etapas do projeto. Há tarefas organizacionais a) antes do curso, b) durante o curso, c) após o curso.

1) A ideia:

Em algum momento, a ideia de realizar um curso TRILHA8 nasce. O/a ministro/a ou uma liderança leiga ouviu falar, leu um artigo, recebeu um folder ou participou de um curso de multiplicadores. A ideia é compartilhada e toma corpo. Mais informações são colhidas. Toma-se a decisão de envolver mais pessoas para compartilhar e expor a ideia de, quem sabe, realizar um curso TRILHA8 na comunidade.

2) A apresentação:

Após os primeiros contatos, o projeto TRILHA8 é apresentado para um grupo maior de pessoas da comunidade. Os textos disponíveis neste site podem ajudar a preparar a apresentação. É importante envolver presbitério, lideranças dos setores de trabalho e demais líderes. Igualmente importante é convidar pessoas que desejam o crescimento e o desenvolvimento integral da comunidade e que tem muitos contatos na área da paróquia/comunidade. É possível que neste primeiro encontro estejam presentes uma boa parte das pessoas que irão compor o Grupo de Trabalho necessário para a realização do curso TRILHA8. Havendo uma ressonância positiva e apoio para a realização do curso, o assunto é levado para o presbitério.

3) O Presbitério:
Cabe ao presbitério da paróquia/comunidade decidir a respeito da realização do curso TRILHA8. Uma decisão formal, após avaliação tanto de investimentos (financeiros e humanos) quanto dos benefícios esperados, é tomada.

4) O Grupo de Trabalho:
Assim que o presbitério tomou decisão positiva, é possível dar passos concretos para a organização do curso. O primeiro e mais importante passo é a criação de um Grupo de Trabalho (GT). O GT, dependendo do número de pessoas à disposição e do tamanho da comunidade, este grupo deveria ter entre 5 e 15 pessoas.

5) O primeiro encontro do GT:
No primeiro encontro do GT é importante decidir sobre o local onde será realizado o curso, sobre o número de participantes desejável, sobre o horário do curso, entre outras questões. Uma breve lista de questões sobre as quais deve se tomar decisões poderia ser a seguinte:

  • O local: em geral, as comunidades decidem realizar o curso no Centro Comunitário. Por vezes, optam pela igreja, ou por algum local alternativo, como a escola, a creche, um hotel, um centro de eventos ou a sala da residência de uma família da comunidade.
  • O ritmo dos encontros: é preciso decidir se as estações do curso acontecerão uma, duas ou mais vezes na semana, ou se o curso acontecerá de forma intensiva num fim de semana, ou ainda combinando várias possibilidades. O GT tem total liberdade de decidir, optando pela forma mais adequada para a paróquia/comunidade. Importante é lembrar que deve haver um tempo entre a sétima estação e o culto de encerramento. Igualmente importante é a pergunta pelo tempo ideal para a assimilação dos conteúdos. Por isso, normalmente, as comunidades optam por um encontro semanal.
  • O horário: caso o GT decidir oferecer o curso em encontros semanais, geralmente opta-se em iniciar às 19h30, encerrando às 21h30, ou das 20h às 22h. Se houver demanda, o curso também poderia ser oferecido durante a manhã ou à tarde. Um curso intensivo na forma de um retiro demanda planejamento especial pelo GT.
  • Palestrantes: as palestras do curso podem ser assumidas pelo/a ministro/a da comunidade e por lideranças capacitadas. Igualmente interessante é convidar ministros/as ou lideranças de paróquias vizinhas para auxiliarem nas palestras.
  • Hospitalidade: neste item é necessário decidir a respeito de vários itens. Expressão maior da hospitalidade é a comensalidade. É preciso decidir se, na chegada dos/as participantes, a comunidade vai oferecer um lanche ou até uma refeição. Para quem vem direto do trabalho isto é importante. Também é grande auxílio para a convivência e a comunhão.
  • Divulgação: há muitas formas de divulgar o curso. A mais simples é a comunicação nos programas normais da comunidade. Porém, não é aconselhável restringir-se a este meio. TRILHA8 oferece convites e folders que podem ser configurados para cada curso em particular e, então, impressos e distribuídos no número que o GT considerar ideal. Igualmente há a oferta de banners e cartazes. A possibilidade de se elaborar um release ou matéria para o jornal da cidade, a comunicação em um programa de rádio ou outras mídias locais, deve ser considerado. O site da comunidade e sua lista de e-mails também deve ser utilizado. A mais importante forma de divulgação, porém, é o convite pessoal, quem sabe até para fazerem o curso juntos/as. Os convites não deveriam se restringir aos membros da comunidade. TRILHA8 é um curso evangelístico!
  • Equipes do GT: para otimizar o preparo dos muitos detalhes que envolvem a realização de TRILHA8 é interessante criar equipes de trabalho que assumem a responsabilidade por determinadas tarefas. Estas equipes poderiam ser as seguintes: equipe de divulgação, equipe de música, equipe de hospitalidade/gastronomia, equipe de moderação dos diálogos, equipe de aconselhamento espiritual, equipe de serviços gerais/som, equipe de finanças, equipe de recepção, equipe de decoração, etc. Interessante é ter duas pessoas na direção geral do curso: uma para a parte espiritual e a outra para as questões organizacionais.

6) O segundo encontro do GT:
Este encontro serve para preparar o GT e suas equipes para suas tarefas específicas.

  • Moderação dos diálogos dos grupos: é importante informar todo o GT a respeito das principais técnicas de moderação. Para a equipe de moderação propriamente dita, que irá mediar os diálogos dos grupos sempre após a primeira palestra da respectiva unidade, porém, é salutar escolher pessoas com maturidade espiritual e sensibilidade pastoral. Imprescindível é que não tenham a necessidade de impor sua própria opinião, mas a capacidade de praticar a hospitalidade, permitindo que todos/as falem e expressem sua opinião.
  • Divulgação: Folders, cartazes e inserções na mídia local são ótimas possibilidades de convidar para o curso. Ideal é combinar estes esforços com convites pessoais. O GT, além de preparar e organizar o curso, também tem a tarefa de fazer convites pessoais direcionados. Neste sentido é importante que o GT abarque pessoas de várias faixas de idade, envolvidas em vários setores da comunidade. Incentive os membros de seu GT para convidar pessoas de seu grupo de amigos, vizinhos, familiares. Deus quer nos usar para alcançar pessoas de nosso círculo de relacionamentos. Orar para que Deus indique possíveis participantes é uma boa prática. É tempo de adaptar o folder e o banner oficial de TRILHA8 aos dados do curso a ser oferecido na comunidade (data, horários, local, etc).
  • Organização do Culto de Encerramento: neste momento, é importante conscientizar o GT a respeito deste culto, expor brevemente as ideias e os elementos litúrgicos e as tarefas organizacionais necessárias. Uma pequena equipe litúrgica pode ser formada com o intuito de planejar o culto algumas semanas antes da data escolhida.
  • Continuidade após o curso: um curso da fé é um projeto, isto é, tem data para começar e data para terminar. Mas, haverá participantes que estarão motivados aguardando ofertas de continuidade após o termino do curso. O que oferecer a pessoas que acabaram de participar de um curso da fé? Esta nova motivação espiritual não deve ser perdida. Este é, pois, o momento adequado para procurar por respostas a esta pergunta. O próprio GT terá sugestões.

7) Campanha de Divulgação:
É hora de imprimir e distribuir folders e cartazes, acessar a mídia local. No ponto 6.b já discorremos sobre o assunto. Além da distribuição dos folders, da instalação de banners, dos convites pessoais, ainda seriam possíveis as seguintes ações: utilize sua lista de e-mails para o envio de folders eletrônicos, utilize espaços na mídia local (rádio, jornal), visite seu público alvo e convide pessoalmente, informe a comunidade nos cultos, encarte folders nos jornais da igreja. Acompanhe a campanha de divulgação com oração e intercessão.

8) Terceiro encontro do GT:
Poucos dias antes do início do curso é necessário conferir os últimos detalhes da organização. Cada equipe do GT deve apresentar informar o andamento de seus preparativos, conferindo os mesmos a partir de uma lista de verificações (check list) referente ao planejado. Esta lista de verificações pode auxiliar as equipes a evitar esquecimentos e correrias de última hora.

TRILHA8 é concebido como uma “viagem à terra da fé”, na qual os/as participantes poderão fazer descobertas capazes de transformar suas vidas. As oito estações desta viagem são os conteúdos centrais da fé cristã:

  • 1 – Deus – que imagem tenho dele?
    A primeira estação inicia com um lanche de boas vindas, objetivando a integração dos/as participantes do curso. Com auxílio da metáfora da “viagem“, eles/elas partem para a “Terra da Fé“. Eles são informados a respeito do que os espera nesta viagem e compartilham suas expectativas.
    Justamente nestas expectativas revelam-se nossas imagens de Deus. Nem sempre estas imagens correspondem a quem Deus é de fato. Ele pode ser conhecido plenamente somente no rosto de Jesus.
  • 2 – Sentido – como encontrá-lo?
    A segunda estação desenvolve as diferentes facetas da pergunta: “que sentido tem minha vida?“ (Por quê estou aqui? Para onde vou? De onde venho?). A unidade ilustra e discute várias respostas possíveis: desistir de uma resposta, identificar o sentido da vida com uma fase da biografia pessoal, transferir o sentido da vida de uma fase da vida para a outra, preencher o vazio da falta de sentido com substitutivos (consumismo).
    O curso propõe uma resposta à pergunta pelo sentido: eu me encontro na medida em que me perco (para alguém ou para uma causa). Vida com sentido é resultado da capacidade de doar-se, de confiar-se, de “perder o seu coração“. Crer significa: perder seu coração para o Deus vivo.
  • 3 – Fé – como encontrá-la apesar das dificuldades?
    A terceira estação trata, inicialmente, das objeções intelectuais à fé: podemos provar a existência de Deus? E a existência de Deus diante do problema do sofrimento no mundo? Não será Deus uma projeção dos desejos humanos? Após, fala sobre as barreiras existenciais à fé: as feridas interiores. Elas enchem nosso interior de amargura, raiva e desconfiança, bloqueando a capacidade de doar-se e de construir um relacionamento de confiança e fé com Deus. De forma poimênica, esta unidade mostra passos concretos para se lidar com as feridas, evidenciando Deus como aquele que quer curar a existência humana e conceder vida plena.
  • 4 – Pecado – o que ele tem a ver comigo?
    Se a terceira estação apresentou o ser humano como vítima, a quarta estação o mostra como autor. Num primeiro passo, apresenta um conceito de pecado destituído de moralismo. Entende o pecado como uma crise na relação entre Deus e seres humanos, que tem sua origem na desconfiança da criatura em relação ao criador.
    Como ser curado desta desconfiança? De forma narrativa, parafraseando Lucas 15, a parábola do pai e de seus dois filhos, revela o caminho da desconfiança para a confiança. Demonstra, igualmente, a necessidade da cura das imagens patológicas de Deus. Deus é o pai que, de braços abertos e cheio de saudade, vai ao encontro do filho. É Deus é quem nos encontra – e não nós a ele!
  • 5 – Jesus – onde céu e terra se tocam!
    O “mercado religioso“ tira proveito da saudade que temos do céu e do medo de perdê-lo. Jesus Cristo, no entanto, é o fim de toda religião. Sua obra salvífica nos presenteia o céu e nos liberta dos sacrifícios religiosos com os quais pretendíamos merecê-lo. A unidade conduz ao centro da fé reformatória: o céu é de graça! Justamente por atrapalhar o comércio com a religião, Cristo tem que morrer. Ele morre por nós, para superar nossa desconfiança (=nosso pecado). Além disso, a unidade mostra as consequências da mensagem da justificação na vida do cristão.
  • 6 – Tornar-se cristão – como Deus inicia sua história comigo?
    A pergunta central desta unidade é: “quem é cristão?“ Vários equívocos são tematizados. Revela que o ser cristão não inicia com o que o ser humano faz para Deus, mas com o que Deus faz para o ser humano. A decisão humana por Deus não é a base da fé, mas a decisão de Deus por nós. Deus se antecipa e nós somos convidados a segui-lo. O batismo deixa claro: Deus nos elegeu como suas filhas e seus filhos, herdeiros de seu reino. E nos coloca diante da decisão de aceitar ou rejeitar esta eleição. Ao grande “SIM“ de Deus (batismo) deve seguir o nosso pequeno “amém“ (fé!).
    Comparando a vida humana a uma casa de vários cômodos, a segunda parte desta unidade mostra como a fé quer permear todas as áreas da existência. Com isto, a unidade ajuda a exercitar passos concretos na vida de fé.
  • 7 – Permanecer em Cristo – como o Espírito de Deus nos guia?
    “Como permanecer sendo cristão?“, “como manter acesa chama da fé?” são as perguntas centrais desta unidade. Ela demostra que Deus é a fonte da qual a fé se alimenta. Usando a imagem de João 15 (a videira e os ramos), demonstra que o “ser cristão“ é um “permanecer em Cristo“. O permanecer em Cristo, a vida cristã, compreende o permanecer ligado ao seu corpo, à vida da comunidade: na celebração do culto, em grupos específicos da comunidade, no testemunho da fé em palavra e ação. A parte final desta unidade destina-se ao preparo do culto de encerramento do curso.
  • 8 – Culto – Celebramos o amor de Deus!
    A oitava e última unidade do curso é o culto de encerramento. “Celebramos o amor de Deus” é o tema deste culto. Ao lado de elementos litúrgicos tradicionais, ele oferece auxílios para o (re)ingresso na vida cristã:
    • Carta confidencial dirigida a Deus, escrita antes da última unidade e depositada no altar numa ação simbólica – para muitos a primeira experiência existencial e libertadora com os elementos “confissão-absolvição“;
    • Oração por cura interior;
    • Oração de entrega e consagração que liga a recordação do batismo com a entrega pessoal a Deus;
    • Bênção pessoal com imposição de mãos e celebração da Santa Ceia.
    É importante ressaltar que a participação do culto, bem como das diferentes partes litúrgicas, é livre. Não há pressão psicológica ou espiritual. Em geral, aqueles que participaram de todo o curso reagem positivamente às concreções litúrgicas da graça de Deus e aos auxílios práticos que possibilitam uma resposta pessoal de fé.
    Após ao culto, as cartas são queimadas em um momento litúrgico fora da igreja. Segue-se um tempo de convivência e comunhão com comes e bebes trazidos pelos/as participantes do curso.

Você gostaria de levar esse curso para sua cidade ou região? Torne-se nosso/a parceiro/a!
Seguem algumas orientações necessárias para concretizar tal empreendimento:
1) Esse curso é coordenado por docentes da FLT. Havendo interesse em levar o curso para um novo local, entre em contato para obter orientações: Prof. Dr. Roger Wanke (roger.wanke@flt.edu.br) ou (cursos@flt.edu.br);
2) Para viabilizar a oferta do curso em sua cidade, faz-se necessário encontrar um/a parceiro/a que assuma atividades de coordenação/secretaria no novo local de oferta, e que se dispusesse a:
a)Ajudar na divulgação do curso, visando formação de uma turma de 25 alunos;
b) ajudar na busca de um local para a realização do curso – preferencialmente com um custo acessível;
c) durante o curso organizar o coffe break (encomendar em alguma panificadora e arrumar a mesa nos intervalos) – a FLT reembolsa as despesas;
d) fazer os serviços de secretaria. Seria uma espécie de ponte entre a turma e o(s) coordenador(es) do curso ou também com os setores acadêmico e administrativo-financeiro da FLT, sempre que necessário;
e) fazer as reservas de hotel para os professores.
3) A FLT coloca toda a estrutura de marketing à disposição, incluindo a produção de todos materiais e mídias de divulgação e o reembolso de eventuais despesas de divulgação previamente autorizadas.
4) A contrapartida da FLT para a pessoa que se torna parceira da FLT é a gratuidade do curso.

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Turmas em oferta

Você tem interesse nesse curso?

O curso de Trilha8 é a sua oportunidade para estudar com profundidade teológica, contando com professores comprometidos com a sua formação, competentes e qualificados.

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Turmas em andamento

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Docentes do Curso

Dr. Claus Schwambach

Dr. Klaus Andreas Stange

Dr. Paulo Afonso Butzke

Dr. Vítor Hugo Schell

Ma. Cristiane Voigt Schwambach

Me. Marcelo Jung

Dr. Roger Marcel Wanke

Dr. Werner Wiese

Dr. Euler R. Westphal

Dra. Marilze Wischral Rodrigues

Dr. Rolf Roberto Krüger

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